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Planejamento e Controle Financeiro no Varejo

Artigo originalmente publicado em maio de 2014 no Informe Fecomércio, o qual tem dicas financeiras para empresas do ramo varejista.


Texto na íntegra - Planejamento e Controle Financeiro no Varejo


Para que o setor de varejo consiga um desenvolvimento sustentável e competitivo, é necessário que as empresas do setor se apropriem das ferramentas de planejamento e gestão de uma das áreas da administração que mais afeta seus resultados: a área financeira.

O planejamento financeiro é essencial para um desenvolvimento competitivo no setor de varejo, sendo realizado principalmente através da projeção das entradas e saídas de caixa, buscando criar uma reserva financeira nas épocas de saldos positivos para não ser necessário recorrer a empréstimos de curto de prazo – geralmente caros e de difícil aprovação – em épocas de saldos negativos.


Existem três questões básicas no planejamento financeiro no varejo: (1) o planejamento de compras junto ao fornecedor a partir da análise correta das datas de compra e pagamento; (2) a correta projeção de entradas de caixa, incluindo os efeitos da sazonalidade e (3) um planejamento dos meios de financiamento das demandas de caixa e também de aplicação dos saldos excedentes.


A primeira questão que deve ser pensada no planejamento financeiro do varejo é como a empresa vai financiar seus custos e despesas enquanto não recebe pelas vendas realizadas por conta do prazo dado ao cliente. Quanto menor for este prazo, melhor para empresa, pois a mesma necessitará de uma quantidade menor de capital de giro. Este capital tanto pode ser próprio (dos sócios) como de terceiros (via empréstimos bancários). Se for próprio, é melhor para a empresa, pois as vezes se precisa de mais capital de giro, as vezes menos, e essa variação é muito ruim na hora de solicitar empréstimos, tornando-os mais caros.


Como há um padrão de prazo para pagamento aos fornecedores e geralmente o varejo oferece aos clientes prazos de médio a longo prazo, a única forma controlável pela empresa para diminuir o prazo de autofinanciamento pelo capital de giro é controlando o tempo que a mercadoria passa em estoque. Para isso, se faz necessário uma ferramenta de controle e planejamento de compras que considere um estoque de segurança e o prazo do fornecedor, diminuindo assim o período que o produto fica armazenado.

Na projeção das entradas de caixa, é necessário considerar o prazo correto de recebimento das vendas, bem como os descontos relativos a tributos diretos na fonte e taxas de operações com cartões de crédito e débito. Mais importante ainda é considerar a sazonalidade inerente ao varejo, principalmente em épocas de datas festivas que trazem maiores receitas. São nesses períodos que os varejistas devem planejar uma reserva dos recursos excedentes que entrarem em caixa, para que nas épocas de caixa negativo (despesas maiores que receitas) não seja necessário recorrer a empréstimos bancários.


Estas reservas financeiras podem ser aplicadas em investimentos de renda fixa e variável para gerar mais receitas para empresa - desta vez financeiras - a depender da aversão ao risco do administrador. O ideal é que, como são reservas, a maior parte seja aplicada em investimentos de renda fixa seguros, com um CDB pré-fixado, e que uma parcela menos significativa em ações ou fundos de investimentos administrados por corretoras, para tentar obter uma rentabilidade maior. Caso o varejista seja totalmente avesso ao risco, colocar as reservas financeiras pelo menos em uma poupança é o mínimo para tentar melhorar a rentabilidade dos seus recursos.


Se mesmo com a realização das reservas os recursos não forem suficientes para cobrir o caixa negativo em alguns períodos, então a projeção destes saldos é essencial para que o varejista possa se antecipar na obtenção de empréstimos junto a bancos. Mesmo que o empréstimo seja de curto prazo, quanto antes for solicitado (dentro do período de necessidade), melhor para a organização, pois poderá avaliar a melhor alternativa e obter as melhores taxas de juros. Empréstimos de última hora são caros e trazem problemas de liquidez para a empresa no futuro.


Por fim, após a realização do planejamento, o controle é essencial para se obter um bom resultado. Avaliar o fluxo de caixa semanalmente, comparando o projetado com o realizado, com certeza trará melhores resultados e maior competitividade.

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